Arte Funerária e Simbolismo
Durante o século XIX, fortemente marcado pelo Romantismo, a arte funerária regista um grande desenvolvimento, que se traduz na construção de jazigos com esculturas e motivos arquitetónicos e utilização de novos símbolos, utilizando-se materiais como o mármore, o granito, o ferro fundido, o bronze e os azulejos e, em cima das sepulturas, uma diversidade de epitáfios.
Com efeito, a arte funerária reflete a visão do mundo e a interpretação da vida e da morte feita a partir de um determinado contexto histórico, social e ideológico, revelando a estrutura social e a mentalidade da sociedade ao tempo.
No cemitério de Ramalde a arte funerária marca uma forte presença.
Principais Símbolos
A ampulheta, na arte funerária, é um símbolo que expressa os mistérios de Deus no escoamento e transição entre a vida e a morte.
Representada na posição horizontal ou vertical, simboliza a passagem e o esvaziamento do tempo de vida. Também é encontrada associada a crânios e asas, com significado de morte e de passagem da vida.
O anjo é a escultura que mais se encontra no cemitério, tal como a cruz, símbolo da fé cristã, e a mais comum de todas, a cruz latina, representativa da ressurreição e da esperança da vida eterna.


