Casa de Ramalde
A Quinta de Ramalde, ou Casa de Ramalde, data dos finais do século XV ou inícios do XVI. Outrora propriedade da viúva e filhos de Vasco Gil de Bacelar, é então adquirida por João Dias Leite.
Em 1591, as freiras do Convento de São Bento de Avé-Maria edificam uma capela, na qual podemos ver as pedras da família Leite. Aqui, verifica-se a principal intervenção do século XVIII, atribuída a Nicolau Nasoni (1691-1773).
De expressão simples, o primitivo edifício vai sofrer alterações, criando-se então uma ligação entre o solar e a antiga Capela de São Roque. Ao gosto do tempo, o conjunto arquitetónico caracteriza-se, pois, pelo solar, pela capela, pelos terrenos agrícolas e pelo jardim de gosto barroco.
Contudo, nos inícios do século XIX, passa a ser reconhecida como “Quinta Queimada”. Dita a tradição que esta terá sido palco das Segundas Invasões Francesas (1809) e, consequentemente, incendiada pelas tropas de Soult.
Já nos finais do XIX, em 1870, o então proprietário iniciou o restauro da casa. E, em 1977, após os terrenos serem vendidos ao Estado, instala-se aqui o Museu Nacional de Literatura (1968-1988).
Atualmente acolhe a Direção de Serviços de Bens Culturais (DRCN).
Rua da Igreja, nº. 103-145, 4100-247 (Ramalde, Porto)


