Quinta da Prelada
Antiga propriedade da família Noronha e Meneses, como recorda a pedra de armas do pórtico de entrada, é um dos casos “mais expressivos” das Quintas do Porto.
À época, estas “Quintas de recreio e de regalo” tinham o intuito de servir como residência de Verão. Para o efeito, diz-se que António de Noronha de Mesquita e Melo, fidalgo da Casa Real, terá encomendado a sua construção ao arquiteto Nicolau Nasoni (1691-1773).
Embora a casa senhorial não chegue a ser concluída, a riqueza dos jardins e elementos constituintes reflete esta ideia de que a natureza também é património. Ainda hoje, podem ser apreciadas as obras escultóricas realizadas entre 1743 e 1758.
Majestosa pela sua dimensão, é igualmente distinta pelos obeliscos, cascatas, pirâmides, labirintos, bem como pelo grande lago que possui.
Para além dos espaços ajardinados, a área envolvente não deixará de lado a cultura agrícola típica da freguesia. Aqui, o cultivo dos terrenos era voltado essencialmente para a fruta e a hortaliça.
Porém, ao longo do século XX, pensou-se na adaptação do espaço. De grandes dimensões, parte dos terrenos da Quinta, e em particular a Mata da Prelada, foi convertida no atual parque da cidade do Porto, projetado por Sidónio Pardal (1947-), em 1991.
Também a arquitetura da casa da Quinta passou a servir novos propósitos. É, desde 1903, legado da Santa Casa da Misericórdia do Porto, tendo sido doada por D. Francisco de Noronha e Menezes.
Rua dos Castelos, nº. 485, 4250-118 (Ramalde, Porto)


