Quinta do Viso
O topónimo “Viso” é comum a vários pontos da freguesia, estando associado à ideia de altura ou de um sítio alto.
Note-se que, com uma paisagem comum, a freguesia vizinha da Senhora da Hora possui igualmente uma “Quinta do Viso”, mais conhecida como a “Quinta de S. Gens”. Pela sua proximidade esta terá estado ligada ao morgadio instituído em Ramalde, um pouco antes de 1542, por João Dias Leite.
Já a memória da antiga Quinta do Viso, em Ramalde, persiste na rua Direita do Viso. Aqui terá sido edificada, provavelmente, entre os séculos XVIII e XIX.
Também identificada como Quinta do Rio ou Quinta da Ribeira, justifica-se o uso destas denominações pela proximidade de um curso de água - a Ribeira da Granja.
Embora esteja envolvida por habitações modernas, a antiga residência nobre seria de dimensões consideráveis e rodeada por uma vasta extensão de terrenos agrícolas.
Marcada pela passagem do tempo, atualmente sobressai a fachada da capela. Ainda assim, ao subir a pequena escadaria semicircular que a antecede, deparamo-nos com o dinamismo que compõe o programa decorativo.
Para além da capela, o conjunto arquitetónico teria um palácio, a área residencial propriamente dita, composto por volumetrias variadas.
Em 1987, a proprietária Maria Isabel Perdigão de Azevedo vende a Quinta do Viso a Artur Armindo Rola Sousa Bráz. Um ano mais tarde, é alvo de obras de reabilitação e de restauro. Todavia, do primitivo conjunto já muito pouco sobrevive na paisagem, hoje, profundamente urbanizada.
Rua Direita do Viso, nº. 45, 4250-198 (Ramalde, Porto)


