Ribeira da Granja
Nos seus velhos traços de ruralidade, Ramalde caracterizava-se pela existência de terrenos voltados para agricultura. Enquanto principal meio de subsistência - o cultivo - dependia, pois, da presença da Ribeira da Granja.
Em diálogo com as freguesias vizinhas, esta resulta da confluência de duas linhas de água: a que nasce nos Montes de S. Gens (na Senhora da Hora) e uma outra proveniente de Arca d’Água (em Paranhos). Ao atravessar a freguesia, de nordeste para sudoeste, desagua no rio Douro.
Curiosamente, a cada sítio por onde passa, é-lhe atribuído um nome diferente. Podemos encontrar referências à “Ribeira da Granja”, “Ribeira de Agra”, “Rio da Ponte”, “Ribeira de Penoucos” ou “Ribeira de Lordelo”.
Em oposição à primitiva expressão rural, a chegada de unidades industriais, no século XIX, torna-se a principal causa da sua poluição. Recentemente, a Câmara Municipal do Porto tem feito intervenções, visando a sua limpeza.
Tem ressurgido, então, uma área verde nas margens da ribeira, outrora caracterizada por arvoredos – macieiras, cerejeiras, vidoeiros, choupos e chorões -, alguns ainda hoje presentes na toponímia da freguesia.
Sendo o maior curso de água da cidade, com uma extensão de 14,4 quilómetros, sabe-se que cerca de 80% se encontra encanada.
Mesmo assim, a existência de uma ribeira no território é essencial para a narrativa de Ramalde e da sua paisagem que é património da comunidade.


